A fuga cinematográfica de presídio feita por traficantes do Rio

Escrito por Portal TPNews

1 de Fevereiro de 2023

Categoria(s): Sistema Penitenciário

Três criminosos de alta periculosidade escaparam da Penitenciária Lemos Brito, que fica dentro do Complexo de Gericinó, em Bangu

Essa fuga para lá de cinematográfica ocorreu no Complexo de Gericinó, em Bangu, presídio em que ficam os presos de alta periculosidade do estado do Rio de Janeiro. Maria Rosa Lo Duca, Nebel secretária da SEAP afirmou à imprensa que apenas soube da fuga na manhã do domingo, por meio de rádio.

Ainda na tarde do domingo, policiais do 14º Batalhão de Polícia Militar e agentes da PP realizaram uma operação na Vila Vintém, a fim de checar possíveis esconderijos dos bandidos. Eles não tiveram sucesso.

A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro (VEP) deu prazo de 48 horas para que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) preste explicações sobre a fuga dos presos Jean Carlos Nascimento dos Santos, o “Jean do 18”, Lucas Apostólico da Conceição, o “Índio”, e Marcelo de Almeida Farias Sterque, o “Marcelinho da Merindiba”, ocorrida na noite de domingo (29/1). Os três escaparam da Penitenciária Lemos Brito, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.

“Considerando o perfil da unidade, bem como as primeiras versões divulgadas acerca da dinâmica da fuga, a notícia da ausência de imagens do circuito interno de câmeras, bem como outras particularidades que os fatos ventilados revelam um quadro que expõe fundadas suspeitas de falhas grosseiras e/ou ações e/ou omissões ilícitas de servidores da Secretaria de Administração Penitenciária, capazes de comprometer a disciplina, ordem e segurança da unidade prisional”, disse Rulière.

O juiz determinou que o diretor da Penitenciária Lemos Brito forneça as seguintes informações: quantidade de servidores no plantão no dia dos fatos, com a identificação de todos; quantidade de postos cobertos e descobertos; quantidade de guaritas da unidade prisional, identificando quais estavam cobertas e quais estavam descobertas. A Seap deve ser informada dos pedidos.

Considerando que os presos que fugiram estavam em celas distintas, o diretor do estabelecimento deverá ainda responder como eles saíram dos alojamentos (se serraram as grades ou se portas não estavam trancadas, por exemplo) e como ultrapassaram as grades do solário.

Além disso, o diretor deverá responder a que horas o circuito interno de monitoramento foi restabelecido; se o restabelecimento do circuito interno de monitoramento se deu em razão do acionamento de geradores ou pelo retorno da energia fornecida pela concessionária de energia elétrico. Observado o livro de ocorrências da unidade, terá que informar todas as anotações noticiando a falta de energia nos últimos três meses. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.

Processo 5000626-78.2023.8.19.500

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